CATEGORIA SOFRIDA SEMPRE CORRENDO EM BUSCA DOS DIREITOS QUE TENTAM ROUBAR DA CLASSE OPRIMIDA , MAIS DEUS É FIEL E ESTARÁ SEMPRE JUNTO A NÓS

 

Vigilantes fazem passeata
13/07/2006

 

 

A dona de casa Maria Laurici Silva Maciel foi ontem à Praça Portugal com a filha juntar-se aos vigilantes e protestar contra as atuais condições de trabalho desses profissionais. O marido dela, o vigilante Luiz Maciel de Lima, morreu no último dia 22, vítima de uma tentativa de assalto enquanto trabalhava em uma empresa no bairro Jardim Iracema. Luiz Maciel estava armado, mas não conseguiu reagir, como conta a esposa.

Ele, que tinha 43 anos, pediu socorro pelo rádio que portava, mas morreu pouco tempo de chegar ao hospital. "Se ele tivesse com colete, hoje eu não estaria aqui", diz ela, que era casada há 15 anos e tem duas filhas com o marido. A viúva diz que a empresa na qual o vigilante trabalhava não custeou nenhuma das despesas com a morte. "Não existe segurança. Essas empresas não dão segurança nenhuma e isso é uma coisa básica", diz, em tom de desabafo. Luiz Maciel foi o sétimo vigilante morto no trabalho nos primeiros sete meses deste ano.

Para tentar reverter a situação, o Sindicato dos Vigilantes do Ceará promoveu na manhã de ontem uma passeata partindo da Praça Portugal, na Aldeota, em direção à Assembléia Legislativa (AL). Além do fornecimento do colete à prova de balas, a categoria exige a implantação de um plano de saúde e um adicional de 20% pelo fato de a profissão ser uma atividade de risco. De acordo com o presidente do Sindicato, Geraldo Cunha, os empresários alegam que é alto o custo na compra dos coletes. "Mas dinheiro não falta. O que falta é boa vontade", rebate, acrescentando que há mais de um ano a categoria está em negociação com os empresários.

Segundo Geraldo Cunha, o piso salarial dos vigilantes é de R$ 551,50. Além disso, eles têm direito a vale-refeição e ao adicional noturno, quando trabalham no período. O presidente do Sindicato afirma que existem cerca de oito mil vigilantes no Estado. Desses, 70% atuam na Capital e região metropolitana. A passeata ontem reuniu os profissionais para pedir ajuda ao presidente da AL, Marcos Cals (PSDB), a fim de que ele pudesse intermediar um contato com o Governo do Estado. "O Governo pode obrigar as empresas a dar os coletes, afinal ele é o maior contratante. Esperamos que os parlamentares tenham sensibilidade à nossa causa", afirma. Para o assessor do Sindicato, Ednaldo Severiano, a situação "é uma questão de segurança pública".

Durante o percurso pela avenida Desembargador Moreira, houve congestionamento no trânsito, que era controlado pelos próprios vigilantes em motos, que coordenavam o tráfego nas vias dos cruzamentos. Os participantes seguravam sete caixões em referência aos sete vigilantes mortos neste ano. Ao chegarem à AL, foram recebidos pela deputada estadual Íris Tavares (PT), que é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da AL.

Houve reunião entre o presidente da AL, Marcos Cals, e uma comissão formada pelos vigilantes. A idéia era conseguir contato com a presidência do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Ceará, mas o titular estava viajando.

Conforme Geraldo Cunha, se não houver negociação com os patrões até a próxima semana, há a possibilidade de haver paralisação da categoria por algumas horas. "Vamos nos mobilizar e podemos começar a paralisação com os carros-fortes até chegar o momento em que pode acontecer uma greve", afirma. Uma próxima reunião entre a categoria e o presidente da Assembléia deve ocorrer terça-feira.

Fonte: O Povo On line

 

 

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