Faltando Segurança ? A Culpa é sua!! Pague o meu dinheiro ou não trabalho não!

Jornal Correio da Bahia

 

 

Pagina —- Aqui Salvador ____

 

13/12/2007

 

 

Paralisação de vigilantes deixa postos e escolas desprotegidos

 

 

Alexandre Lyrio

Articulada por funcionários de uma das empresas de segurança que prestam serviço à prefeitura, uma paralisação de vigilantes deixou desprotegida as principais estações de transbordo de Salvador, além de algumas escolas e postos de saúde municipais, durante todo o dia de ontem. Mesmo com a promessa da empresa Protector de que quitaria a dívida até, no máximo, sexta-feira, os seguranças decidiram, em assembléia, estender para hoje a suspensão dos trabalhos.

Em manifestação na frente da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) – que não teria repassado os valores necessários para a conta da empresa – lideranças do Sindicato dos Vigilantes do Estado da Bahia (Sindivigilantes) reivindicaram o pagamento imediato dos salários referentes ao mês de novembro.

Num jogo de empurra com a prefeitura, a Protector atribui à Sefaz toda a responsabilidade pelo atraso, o que não convence a direção do Sindivigilantes. “Eles têm que ter capital de giro para não condicionar o pagamento à fatura da prefeitura. Além disso, eles podem negociar com o próprio banco”, julga um dos diretores do sindicato, Sival Cerqueira Santos.

Durante o protesto de ontem, o órgão municipal informou à categoria que já efetivou a transferência da quantia, calculada em R$2,421 milhões. “Esperamos que o dinheiro saia mesmo nessa sexta-feira. Decidimos manter a paralisação de amanhã(hoje) como garantia do pagamento”, justifica.

Mais de três mil homens da Protector trabalham em estações de transbordo, escolas e postos de saúde municipais em Salvador. A adesão à paralisação aconteceu principalmente nas estações. Algumas escolas dependeram da boa vontade dos seguranças, que optaram por não abandonar o patrimônio público e os alunos. “São crianças. Já é complicado quando estamos aqui, imagine na nossa ausência. A informação é de que o dinheiro vai sair até sexta, por isso resolvi trabalhar”, explica um dos vigilantes da Escola Municipal Maria Constança, no bairro de Mata Escura.
 
O sindicato espera que a adesão de hoje seja maior que a de ontem, considerada abaixo do esperado. “Temos certa adesão, mas alguns companheiros insistem em ir ao trabalho. Convocamos esses para fortalecer o movimento”, conclama Sival Cerqueira Santos. Além da paralisação, uma nova assembléia está marcada para hoje, a partir das 8h, na sede do sindicato, em Nazaré. Aos funcionários da Protector irão se juntar os vigilantes de outras empresas, que também sofrem com problemas salariais.
 
Empregados da Seviba, responsável pela segurança das escolas estaduais e da Universidade Federal da Bahia(Ufba), além de vigilantes da Ascop, que cuida dos postos de saúde do estado, engrossarão o coro da assembléia e também sinalizam para possíveis paralisações. “Além dos salários referentes a novembro, os funcionários da Seviba e da Ascop  estão sem férias e o 13º salário”, informa o diretor do sindicato.

***

PF investiga empresa

A Protector é uma das empresas citadas na Operação Jaleco Branco, da Polícia Federal, que prendeu 17 políticos e empresários suspeitos de fraudar licitações das áreas de segurança e limpeza, gerando prejuízo aos cofres públicos de cerca de R$600 milhões. Assim como os funcionários da Protector, os empregados de outras empresas, como a Seviba e a Ascop, seriam vítimas de um grande esquema montado por um mesmo grupo.

Segundo a diretoria do Sindivigilantes, apesar de os proprietários das empresas permanecerem presos, alguns “laranjas” continuariam a controlar suas ações. Para o sindicato, o fato de as empresas de vigilância terem vida curta na Bahia não passa de golpe estratégico. “Fecham as portas e não pagam os direitos dos trabalhadores. Depois abrem nova empresa. Todas fazem parte de um mesmo esquema”, incrimina Sival Carqueira Santos.

Durante toda a tarde de ontem, a reportagem do Correio da Bahia tentou se comunicar, por telefone, com algum representante da Protector. Foi atendida por uma funcionária do setor de recursos humanos (RH), que se negou a indicar um dos diretores, limitando-se a informar que os salários dos vigilantes estariam disponíveis a partir de hoje e que até amanhã tudo será pago.

 

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