FALA POVO

Celular cresce e aposenta o fixo

 

  Por Livia Veiga

 

   Telefone públi  OrelhãoNa década de 70, ter um telefone em casa era sinônimo de luxo. Alguns anos após a popularização, tornou-se objeto comum. No entanto, a alta tecnologia, aliada às altas tarifas praticadas, parece estar decretando a sua aposentadoria.
   A prova disso, é que das cerca de 40 milhões de linhas telefônicas instaladas pelas operadoras de telefonia fixa no país, mais de 10% (12 milhões), estão desligadas. Enquanto isso, o número de celulares existentes no mercado brasileiro já representa mais que o dobro das linhas residenciais – uma média de 118 milhões. Os dados são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
   Os consumidores apontam o novo contrato de telefonia fixa, que alterou a forma de cobrança das ligações, como fator preponderante para a baixa no setor. Além da assinatura obrigatória no valor de aproximadamente R$ 40, a cobrança atual passou a ter por base o minuto.
   Ou seja, se antes um pulso, eqüivalia a quatro minutos de ligação, que custava R$ 0,12, com a nova modalidade de cobrança, por apenas um minuto você paga R$ 0,10.
   O aumento representou um acréscimo de 233% e, consequentemente, triplicou o preço das ligações locais. Convém adicionar que sempre que você inicia uma chamada, cobra-se os R$ 0,12 centavos e, a partir daí, começa a rodar o cronometro do pulso seguinte, que hoje são 4 minutos.
   Portanto, quem fala pouco não teve maiores prejuízos, continua pagando a mesma coisa ou um pouco menos; já quem tem que fazer ligações demoradas, sem dúvida, passou a pagar mais.
   “A jogada do governo foi essa de calcular somente os dois primeiros pulsos, e afirmar que isto é vantajoso para os usuários. No entanto, para quem fala 30 minutos ou tem internet discada, o valor cobrado tem sido muito maior do que foi divulgado”, protesta o consumidor, Antônio Carlos Bastos, ressaltando que a conta telefônica dele saltou de R$ 100 para mais de R$ 200.
   Assim como ele, a professora Célia Cruz, é contrária a atual tarifa. “Não podemos ficar reféns do grande empresariado, que ao invés de nos favorecer, só visa o lucro. A alternativa que nos resta é buscar outras opções. Eu, por exemplo, já recorri às operadoras de celular, que pelo menos por enquanto, nos cobram menos e oferece mais vantagem”, desabafou Cruz.
  

 

 

 

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