Continuação

Características: 

Processo de colonização descentralizado: sistema político-administrativo descentralizado. 
Os donatários recebiam as capitanias não como proprietários, mas como administradores (posse). 
As capitanias eram hereditárias, indivisíveis, intransferíveis e inalienáveis. 
Os donatários deveriam arcar com as despesas da colonização. 
O Brasil foi dividido em capitanias hereditárias (grandes lotes de terras) entre a donatários. 
Para fins administrativos, a capitania no Brasil se dividia em comarcas, as comarcas em termos, e os termos em freguesias. 
Sistema já utilizado por Portugal nas suas ilhas atlânticas: Açores, Madeira e Cabo Verde.
• Capitanias que prosperaram: 
São Vicente  devido ao fracasso da
Ò(Martim Afonso de Sousa): auxílio da Coroa Portuguesa  lavoura de exportação (distância da metrópole e concorrência nordestina) foi lentamente regredindo para uma lavoura de subsistência. 
Pernambuco (Duarte Coelho): excelente administração, aliança com os índios, financiamento do capital flamengo (holandês) e desenvolvimento do agromanufatura açucareira.

• Fracasso do Sistema:

+ Fatores: 
As dificuldades encontradas na empresa de colonização. 
A falta de recursos dos donatários (inviabilidade da colonização baseada exclusivamente no capital particular). 
A descentralização (se chocava com os interesses do Estado absolutista português). 
Os ataques dos índios. 
A distância da metrópole. 
A falta de comunicação entre as capitanias. 
A má administração e a falta de interesse dos donatários.

2. GOVERNO GERAL (1548):

 falta de recursos eÒ• Motivo: o fracasso do sistema de Capitanias  descentralização.
• Objetivos: centralizar a administração e dar apoio e ajudas as capitanias.
• Características:
As capitanias não foram extintas: com o tempo as capitanias foram passando para o domínio real, porque Portugal ou as confiscava por abandono, ou as comprava dos herdeiros. Contudo, a última capitania só desapareceu em 1759, por determinação do marquês de Pombal. 
Os donatários passaram a prestar obediência ao governador-geral. 
O governador era o representante do rei na colônia.
• Documento:
+ Regimento de 1548: conjunto de leis que determinava as funções administrativa, judicial, militar e tributária do governador-geral.
• Assessores: 
Ouvidor-mor: Justiça. 
Provedor-mor: Finanças (negócios da Fazenda). 
Capitão-mor: defesa da costa. 
Alcaide-mor: chefe da milícia.
• Governadores-gerais:
+ Tomé de Sousa (1549-53): 
A Bahia foi transformada em Capitania Real do Brasil e passou a ser sede do Governo Geral. 
Fundação da primeira cidade (Salvador). 
Fundação do primeiro bispado do Brasil. 
Fundação do primeiro colégio. 
Incentivo à agricultura e à pecuária. 
Alguns jesuítas vieram chefiados por Manuel da Nóbrega.
+ Duarte da Costa (1553-58): 
Conflito com o bispo Pero Fernandes Sardinha. 
Invasão francesa no Rio de Janeiro: fundaram a França Antártica (1555). 
Fundação do Colégio de São Paulo (25.01.1554): José de Anchieta e Manuel da Nóbrega.
+ Mem de Sá (1558-72): 
Fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (01.03.1565): Estácio de Sá. 
Expulsão do franceses em 1567. 
Reunião dos índios em missões (reduções).

3. CÂMARAS MUNICIPAIS:

+ responsáveis pela administração dos municípios (cidades e vilas): pelourinho. 
Conservação das ruas, limpezas da cidade e arborização. 
Construção de obras públicas: estradas, pontes, calçadas e edifícios. 
Regulamentação dos ofícios, do comércio, das feiras e mercados. 
Abastecimento de gêneros e cultura da terra.
+ representavam o poder local (o verdadeiro poder político colonial): o poder dos proprietários de  os “homens bons”.
Òterras, de engenhos e de escravos  
+ composição: almocatéis (fiscalizavam o cumprimento da lei), procurador (representante judicial), vereadores (“homens bons”) e um juiz (ordinário ou de fora).
+ atuaram principalmente no Nordeste açucareiro.
+ tiveram seus poderes reduzidos a partir de 1642 com a criação do Conselho Ultramarino: centralização administrativa.

4. DIVISÕES ADMINISTRATIVAS DO BRASIL:

 Luis de BritoÒ Governo do Norte: sede em Salvador ;
1572
 Governo
9  Antonio Salema. Òdo Sul: sede no Rio de Janeiro
1578: unificação com Lourenço da Veiga. 
1580-1640: a estrutura político-administrativa do Brasil colonial sofreu mudanças com a ascensão dos Felipes ao trono português:
; Estado do Maranhão: sede em São Luis, mais tarde transformado em Estado do Grão-Pará e Ma- 
1621 ranhão, com sede em Belém.
 Estado do Brasil: sede
9 em Salvador e, a partir de 1763, com sede no Rio de Janeiro. 
1774: nova unificação.

5. ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA:

+ a administração eclesiástica acompanhou no Brasil Colonial a própria evolução administrativa da Colônia: 
A criação de capitanias, comarcas e freguesias eram acompanhadas pela criação de prelazias, dioceses e paróquias. 
A Igreja Católica teve papel relevante no processo de colonização. 
A catequização do índio pelos jesuítas e a utilização dos silvícolas como mão-de-obra nas propriedades da Companhia de Jesus. 
O ponto fundamental dos confrontos entre os padres jesuítas e os colonos referia-se à escravização dos indígenas e, em especial, à forma de atuar dos bandeirantes, e, no norte da Colônia, também devido à exploração das “drogas do sertão”. 
Os jesuítas pretendiam criar uma teocracia na América Latina e monopolizar o controle dos indígenas. 
Os jesuítas, intimamente relacionados com a expansão européia e a realidade colonial, foram expulsos de Portugal e do Brasil no reinado de D. José I (na época do ministro Marquês de Pombal).
+ o projeto missionário e catequizador dos jesuítas: 
Os jesuítas atuaram em duas frentes: o trabalho missionário com os índios e a educação com a fundação dos colégios. 
A legitimação da espoliação e da fraternidade cristã. 
A simbiose da alegoria cristã e do pensamento mercantil. 
O ardor da diplomacia cristã, mistura de veemência e ambigüidade. 
Os caminhos violentos e sedutores da pedagogia missionária.
+ Educação: 
Na Educação, através das Ordens Religiosas, a Igreja monopolizou as instituições de ensino até o século XVIII. 
A Companhia de Jesus foi instrumento fundamental para a evangelização das colônias americanas:a evangelização e a catequese. 
O ensino desenvolveu-se influenciado pela cultura religiosa do colonizador. 
Não conseguiram dissociar a evangelização do processo colonizador luso-brasileiro. 
Os jesuítas procuraram aprender as línguas indígenas. 
Os jesuítas pretenderam divulgar a fé, formando novos súditos tementes a Deus e obedientes ao rei. 
Os jesuítas catequizavam os indígenas e educavam os índios e colonos.
Os jesuítas exerceram um papel de grande importância em relação à educação dos filhos dos grandes proprietários de escravos e terras até sua expulsão. Sua presença foi tão significativa que seus colégios constituíram-se enquanto marcos da ação colonizadora portuguesa na América. 
Os jesuítas fundaram vários colégios. 
Contribuíram para amenizar as tensões entre indígenas e colonos. 
Os jesuítas tinham por objetivo promover a Igreja Católica e, para isso, acabaram por alterar a cultura indígena: a aculturação dos indígenas, à medida que a colonização portuguesa se consolidava,. 
Quanto à escravidão, tanto os jesuítas quanto a Igreja Católica, no período colonial, se limitavam ao repúdio às torturas e aos maus tratos, não havendo, porém, questionamento da escravidão enquanto instituição: as desigualdades terrenas são reconhecidas pelos jesuítas, que elegem como espaço de julgamento o fórum divino. 
O negro foi excluído da catequese e do processo de educação porque existia a crença de que o negro não tinha alma.

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