Continuação

 

6. A ADMINISTRAÇÃO NASSOVIANA (1637-1644):

• Conde João Mauricio de Nassau: funcionário da WIC. 
consolidou a dominação holandesa e o sistema produtor de açúcar. 
criou facilidades de produção e comercialização do açúcar. 
domínio do Nordeste brasileiro: do Maranhão até Sergipe. 
criação da Câmara dos Escabinos: assembléia de representantes das várias câmaras municipais da região. 
monopólio do mercado escravista: domínio de áreas portuguesas na África para garantir o fornecimento de escravos. 
embelezamento e urbanização de Recife: pontes,palácios, jardins, pavimentação. 
a vinda de intelectuais europeus: Franz Post, Piso, Marcgrave.

7. A INSURREIÇÃO PERNAMBUCANA (1645-1654):

• a luta para expulsar os holandeses do Nordeste do Brasil.
• motivos:
+ mudança da política colonial holandesa (WIC): 
arrocho financeiro: aumento dos impostos, altos preços dos fretes e cobrança de pagamento dos empréstimos. 
confisco de terras.
 Nassau não concorda com esta política
Ò imposta pela WIC ao produtores brasileiros e pede demissão.
• Líderes: André Vidal de Negreiros, João Fernandes Vieira, Henrique Dias (negro) e pelo índio Poti (Filipe Camarão).
• Batalhas: Monte das Tabocas (1645), Guararapes (1648 e 1649) e Campina do Taborda (1654).

8. CONSEQÜÊNCIAS DA EXPULSÃO:

 Tratado de Haia (1661): a Holanda recebia uma indenização (dinheiro, açúcar, tabaco e sal), a restituição de sua artilharia e favores no comércio do açúcar. 
o auxilio inglês a Portugal nas lutas contra os espanhóis (Restauração = D. João IV) e contra os holandeses e a conseqüente aliança entre as Coroas inglesa e portuguesa resultaram na dependência da nação lusitana e do Brasil ao capital inglês. 
crise na empresa açucareira brasileira devido à concorrência do açúcar produzido pelos holandeses nas Antilhas: crise econômica no Brasil e crise política e econômica (financeira) em Portugal (saiu economicamente arruinado do domínio espanhol).

 


8. CONSELHO ULTRAMARINO (1642):

+ reorganização da administração do Brasil para obter maiores recursos e para garantir o real controle sobre a colônia. 
limitar os poderes da aristocracia latifundiária. 
centralização político-administrativa. 
limitava o poder das Câmaras Municipais e dos “homens bons”: submissão às autoridades metropolitanas. 
os juizes passaram a ser nomeados diretamente pelo rei: juizes de fora. 
em 1720, o governo português elevou a colônia a vice-reinado e os governadores passaram a ser titulados vice-reis: visava aumentar a centralização e o controle do Brasil. 
criação de companhias privilegiadas de comércio para manter um controle mais rígido sobre a economia: Companhia Geral de Comércio do Brasil e Companhia de Comércio do Estado do Maranhão.

A EXPANSÃO TERRITORIAL

1. DEFINIÇÃO:

 processo de expansão da colonização para o interior do Brasil, ultrapassando os limites de Tordesilhas e ampliando o território brasileiro realizado nos séculos XVII e XVIII.

2. CONTEXTO HISTÓRICO:

 o período do domínio espanhol (1580-1640) foi marcado pela expansão da colonização para o interior, pela conquista do litoral setentrional norte, pela expansão bandeirante e pela ocupação das terras além da linha fixada pelo Tratado de Tordesilhas. 
processou-se fundamentalmente de acordo com as necessidades econômicas da Colônia e de Portugal.

3. FATORES DA EXPANSÃO:

 a expansão oficial: conquista militar do litoral setentrional e colonização do Amazonas. 
a pecuária. 
o bandeirismo. 
a mineração. 
os jesuítas: missões. 
a Colônia do Sacramento.

 


4. A EXPANSÃO OFICIAL:

• Conquista do litoral setentrional (acima de Pernambuco): 
através de tropas militares para expulsar os franceses e seus aliados indígenas que faziam entre si o escambo (pau-brasil, pimenta-nativa, algodão nativo).
• Colonização do Amazonas: 
através de tropas militares para expulsar os ingleses e holandeses que exploravam as “drogas do sertão” (cacau, baunilha, guaraná, cravo, pimenta, castanhas e madeiras aromáticas e medicinais) e de expedições exploradoras.

5. A PECUÁRIA:

 responsável pela ocupação do sertão do Nordeste e do Sul.Ò
• Pecuária bovina no Nordeste: avanço do gado rumo ao sertão. 
atividade econômica complementar: lavoura canavieira e mineração. 
funções para o engenho: alimento, força de tração animal e meio de transporte. 
inicialmente criado nos engenhos do litoral baiano e pernambucano, o gado penetrou para os sertões a partir do século XVII.
* Motivos do deslocamento do gado do litoral para o interior: 
crescente expansão da grande lavoura açucareira: o gado estragava as plantações de cana-de-açúcar 
necessidade de maior espaço para o plantio da cana: as terras deveriam ser usadas para o plantio de cana e não para pastagens. 
importância econômica inferior da pecuária.
* Ocupação do sertão nordestino: processo pecuarista de colonização e expansão do interior do Brasil. 
 nas suas margens surgiram
ÒRio São Francisco: “Rio dos Currais”  várias fazendas de gado. 
a fazenda de gado exigia pouco capital e pouca mão-de-obra. 
 recebiam um
Òo trabalhador era geralmente livre: vaqueiro  pequeno salário e um quarto das crias (após cinco anos de trabalho) 
o fazendeiro e vaqueiro mantinham um relacionamento amistoso e o vaqueiro, com o tempo, podia se tornar um fazendeiro (cabeças de gado que recebia e a abundancia de terras). 
muitas feiras e fazendas de gado deram origem a vários núcleos de povoamento: centros urbanos. 
o gado realizou a integração de diferentes regiões econômicas. 
atividade econômica voltada para o mercado interno. 
abastecimento da região mineradora: séc. XVIII. 
o couro: matéria-prima fundamental. 
diversificação econômica: couro, leite, carne. 
Pecuária no Sul: 
atividade complementar a da mineração: séc. XVIII 
gado muar e bovino: vivendo em estado selvagem desde a destruição de missões jesuíticas pelas bandeiras no século XVII. 
tropas de mula: abastecimento das regiões mineiras. 
estâncias (fazendas): fundadas por paulistas. 
produção de charque (carne-seca). 
os peões boiadeiros viviam submetidos à rigidez da fiscalização dos capatazes e jamais teriam condições de montar sua própria fazenda

6. BANDEIRISMO: • Conceito: 
expedições que penetravam no interior com o objetivo de procurar riquezas (índios para serem escravizados e metais e pedras preciosas).
• Centro irradiador das Bandeiras: 
a Capitania de São Vicente.
+ Motivo: 
a pobreza econômica da capitania devido ao fracasso da lavoura de exportação e o seu isolamento político.
• Ciclos: 
Ouro de Lavagem; 
Caça ao Índio; 
Ouro de Mina; 
Sertanismo de Contrato.
* Ciclo do Ouro de Lavagem: 
zona litorânea. 
ÒCuritiba: Heliodoro Eobanos  ouro de aluvião. 
 ouro de aluvião.
ÒSão Roque: Afonso Sardinha  
* Ciclo da Caça ao Índio ou de apresamento:
+ Motivos: necessidade de mão-de-obra. 
aumento da produtividade agrícola. 
as invasões holandesas no Nordeste provocaram a dispersão dos escravos. 
os holandeses dominaram áreas de fornecimento de escravos na África.
+ Características: 
os paulistas passaram a apresar o índio para vendê-lo como escravo. 
missões  os índios já estavam aculturados,
Òjesuíticas: Tape, Itatim e Guairá  catequizados 
bandeirantes: Antônio Raposo Tavares, Manuel Preto. 
decadência: a partir da segunda metade do século XVII devido à extinção da maioria das missões e a reconquista do monopólio do tráfico negreiro pelos portugueses após a expulsão do holandeses do Brasil e da África.
* Ciclo do ouro e do diamante:
+ Motivos: 
a decadência da economia açucareira; 
o estímulo dado pela metrópole: financiamento, títulos e privilégios; 
a decadência do apresamento do índio;
+ Características: 
áreas de exploração (prospecção): Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. 
bandeirantes: Fernão Dias Pais, Antonio Rodrigues Areão (descobriu ouro em Cataguases em 1693: primeira notícia oficial de descoberta de jazida de ouro), Antonio Dias de Oliveira (Ouro Preto), Borba Gato (Sabará), Bernardo da Fonseca Lobo (diamantes no Arraial do Tijuco: Diamantina), Pascoal Moreira (Cuiabá) e Bartolomeu Bueno da Silva Filho (Goiás). 
os bandeirantes
Òutilizavam-se dos rios como caminhos naturais: pousadas e roça nas margens   Tietê.Òpovoamento  
+ Monções: 
expedições fluviais de abastecimento das longínquas e de difícil acesso regiões do Mato Grosso e Goiás
* Ciclo do Sertanismo de Contrato: 
Bandeiras contratadas por autoridades e senhores de fazendas, principalmente do Nordeste (BA e PE) para combaterem índios rebelados e negros dos quilombos. 
 destruição do
®bandeirante: Domingos Jorge Velho  Quilombo dos Palmares.

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