Se Gritar Pega os ladrões não fica um.

salvador |24.06.2009 – 09h37

Comandante da Guarda Municipal pede afastamento do cargo

Redação CORREIO

A Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) informou que já está sendo definido o nome do novo superintendente da Guarda Municipal de Salvador (GMS). O coronel José Alberto Guanais encaminhou na terça-feira (23) ao secretário dos Serviços Públicos, Fábio Motta, seu pedido de afastamento da Superintendência da instituição.

A solicitação do coronel foi comunicada ao prefeito João Henrique, que aceitou o pleito e, ao mesmo tempo, destacou seu empenho durante o período em que esteve à frente da corporação.

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salvador |23.06.2009 – 08h38

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Marcelo Brandão | Redação CORREIO

Escutas de telefonemas entre o lobista Gracílio Junqueira, apontado como o articulador do esquema de corrupção na PM,e o coronel José Alberto Guanais, comandante da Guarda Municipal de Salvador, estão ajudando a polícia a investigar a suspeita de fraude no processo licitatório de fardas para a Guarda.

Guanais é flagrado conversando com Gracílio quatro vezes durante a Operação Nêmesis: o inquérito foi remetido ao Ministério Público do Estado (MPE) semana passada com o indiciamento de 27 pessoas por fraudes
em licitações na PM e no Corpo de Bombeiros. O coronel Guanais, ementrevista ao CORREIO na segunda (22), negou qualquer irregularidade na licitação para a compra das fardas.

Depois do coronel Guanais ser flagrado em conversas com Gracílio,um inquérito foi aberto pelo delegado Cleandro Pimenta, titular da Delegacia
de Repressão a Crimes Econômicos e Contra Administração Pública (Dececap) para investigar a compra de fardas pela Guarda Municipal
de uma empresa ligada a Junqueira.

Outra investigação sobre o caso também foi instaurada pela promotora Rita
Tourinho, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e Moralidade Administrativa (Gepan) do MPE. As duas investigações viraram desdobramentos da Nêmesis depois que os investiga-
dores da operação enviaram à Dececap e ao MPE as escutas telefônicas, filmagens e outras provas com indícios de fraude no fornecimento das fardas da Guarda Municipal.

Mas, no próprio inquérito da Operação Nêmesis, remetido na quinta-feira passada ao MPE, indiciando 27 pessoas, incluindo o lobista Gracílio Junqueira, a licitação para aquisição das fardas da Guarda Municipal consta no
capítulo dos processos fraudados pela quadrilha que atuou no esquema de compra superfaturada da PM.

ESCUTAS – As escutas telefônicas da Operação Nêmesis flagraram Guanais e Gracílio conversando em janeiro de 2009, quando foram noticiados
problemas enfrentados pela Guarda Municipal com o atraso na entrega das fardas. Nas conversas gravadas com autorizaçãojudicial, o coronel pergunta se o lobista viu aconfusão que deu, referindo-se às reportagens publicadas sobre o assunto. Em seguida, Guanais explica que o problema é que a Guarda atestou que recebeu as fardas, sem ter recebido.

A empresa Central de NegóciosComérciosLtdavenceu a licitação em junho de 2008, para fornecer 1.400 uniformes para a Guarda Municipal de Salvador.A fornecedora tinha um prazo de 30 dias para entregar o fardamento, mas até janeiro de 2009 não tinha entregue todas as fardas. Guardas municipais denunciaram que não estavam fazendo policiamento nas ruas por falta de fardamento adequado.

Num dos trechos das escutas telefônicas contidos no inquérito da Nêmesis e repassados para a Dececap, Guanais insiste que Gracílio procure o secretário para resolver o problema das fardas da Guarda Municipal. O nome do secretário não é citado, mas o coronel Guanais, em entrevista ao CORREIO, diz estar se referindo ao secretário de Serviços Públicos, Fábio Mota, a quem a Guarda está subordinada.

Mota negou ter sido procurado por Gracílio para falar dos problemas nas
fardas. Para justificar o atraso na entrega das fardas, Gracílio diz que a demora foi causada pelo atraso de um pagamento do estado para ele no valor de
R$ 400 mil. Adesculpa não teria nexo, já que o dinheiro do governo estadual não tem relação com a Guarda Municipal e a empresa fornecedora deveria ter capital de giro para honrar o contrato.

Ainda na conversa grampeada pelos investigadores, Gracílio revela que ele já entregou coisas até sem concorrência. Mas acrescenta que ele não pode contar isso nos jornais.

EMPRESAS FANTASMAS – Duas das empresas que participaram de licitação para fornecimento de fardas para a Guarda Municipal, inclusive a
ganhadora da licitação, foram denunciadas no inquérito da Nêmesis como empresas fantasmas, usadas para fraudar processos licitatórios no estado.

A vencedora do primeiro pregão para compra do fardamento, a Central de Negócios, pertence a Aline Cerqueira de Castro, apontada como comparsa
de Gracílio Junqueira no esquema de fraude em licitações da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Ela tem como sócia Dilma Gonçalves da Costa Senna, esposa do tenente
Antônio Durval Senna Júnior, lotado no setor de pagamentos do Corpo de Bombeiros. Todos foram indiciados no inquérito da Nêmesis.

(Notícia publicada na edição do dia 23/06/2009 do CORREIO)

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salvador |20.06.2009 – 09h01

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Marcelo Brandão | Redação CORREIO

As 27 pessoas envolvidas no esquema de superfaturamento na aquisições de materiais para a Polícia Militar e do Corpo de o Bombeiros, investigado na Operação Nêmesis, foram indiciados por fraudar nove processos de compra, no inquérito policial que apurou o caso, obtido com exclusividade pelo CORREIO.

Além das compras superfaturadas de 150 viaturas, os indiciados são acusados também de realizar compras com sobrepreço de boinas, mascaras respiratórias, cintos, protetores auriculares, colchões, fardamento da Guarda Municipal de Salvador, entre outros.

Com cerca de 1.500 páginas, divididas em seis volumes, o inquérito, que indiciou os 27 acusados de participar do esquema de superfaturamento foi remetido pela polícia para a central de inquéritos do Ministério Público do Estado na tarde de sexta (19).

Nos autos, um farto material probatório foi produzido pelos delegados que trabalharam no caso – o coordenador do Comando de Operações Especiais, Jardel Perez, e outros dois delegados lotados na Superintendência de Inteligência da Secretaria de SegurançaPública.

Escutas telefônicas, fotografias dos encontros entre os acusados e extratos bancários incriminam os coronéis Antônio Jorge Ribeiro de Santana, ex-comandante geral da PM, o diretor do Departamento de Apoio Logístico da PM, Jorge da Silva Ramos, o ex-comandante do Corpo de Bombeiros, Sérgio Alberto da Silva Barbosa.

Também foram indiciados no inquérito, o tenente-coronel José Augusto Tuy Brito, o procurador do estado André Thadeu Franco Bahia, funcionários públicos estaduais, empresários e executivos, totalizando 27 pessoas.

Crimes
Os acusados foram indiciados por crimes como corrupção ativa, lavagem de
dinheiro, sonegação fiscal, fraude em licitação, falsidade ideológica e formação de quadrilha. O promotor Marco Xaves, da 1ª Vara Criminal, e o promotor militar Luis Augusto Santana, responsáveis pelo caso no MPE, devem decidir se oferecem denuncia à Justiça contra os 27 acusados após o feriado de São João.

Segundo o inquérito, os acusados atuavam como quadrilha para fraudar licitações, beneficiando as empresas ligadas ao lobista Gracílio Junqueira Santos, apontado como principal articulador do esquema. Em alguns casos, oficiais da Polícia Militar e servidores da Secretaria de Administração do Estado (Saeb) realizavam compras com empresas ligadas ao esquema, dispensando licitação.

A Procuradoria do Estado chegou a alertar sobre a ilegalidade da falta de licitações, mas os integrantes da quadrilha não recuaram. As empresas Anserv Empreendimentos Comerciais, Tecno Import Comércio, Representações e Serviços, Central de Negócios Comércio, Medlinks Materiais Hospitalares e Hiperion Comércio, Representações e Serviços pertenceriam a laranjas ligados
ao grupo comandado por Gracílio Junqueira.

Algumas empresas pertencem a pessoas envolvidas no esquema, como a Central de Negócios, de propriedade de Dilma Gonçalves da Costa Senna, esposa do tenente Antônio Durval Senna Junior, ambos indiciados no inquérito. Durval era lotado no Corpo de Bombeiros, para onde a empresa da mulher forneceu material.

(Matéria publicada na edição de 20/06/2009 do CORREIO*)

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