DIABA LOIRA

Procuradora acusada de tortura se entrega à Justiça

Vera Lúcia Sant’Anna Gomes se apresentou na 32ª Vara do Tribunal de Justiça

Do R7, com Rede Record

DivulgaçãoFoto por Divulgação

Disque-denúncia chegou a publicar cartaz com rosto de procuradora aposentada estampado

A ex-procuradora aposentada, Vera Lúcia Sant’Anna Gomes, apresentou-se, às 12h15 desta quinta-feira (13), na 32ª Vara do Tribunal de Justiça, no Centro do Rio de Janeiro. Mais cedo, seu advogado, Jair Leite Pereira, já havia afirmado que ela iria se entregar por volta das 13h.

Vera Lúcia estava foragida desde o dia 5 de maio, quando foi decretada a sua prisão por acusação de tortura. Na segunda-feira (10), a Justiça negou a liminar que pedia a revogação da sua prisão.

A procuradora aposentada chegou ao local bem vestida e aparentava estar calma. Ela foi acompanhada por uma escolta policial.

Investigação

A polícia começou a investigar a procuradora após uma denúncia do Conselho Tutelar no dia 15 de abril. Os conselheiros retiraram uma menina de dois anos do apartamento em que Vera Lúcia morava em Ipanema, na zona sul do Rio. A mulher pretendia adotar a criança.

Um conselheiro disse que, ao chegar ao apartamento, encontrou a menina no chão do terraço, onde vivia o cachorro. A criança tinha marcas evidentes de agressão. Entre elas, um olho roxo e inchado.

Ex-empregados da procuradora aposentada prestaram depoimento à polícia e disseram que ela mantinha a criança trancada em um quarto durante todo o dia, proibindo qualquer pessoa de manter contato físico ou verbal com a menina. Também relataram que ela chamava a menina de "cachorra".

Após a investigação, Vera Lúcia foi indiciada por tortura qualificada e racismo contra a menina de dois anos que tentava adotar.

Magia negra

O Ministério Público do Rio de Janeiro também investigou o caso e, ao final do processo, ofereceu denúncia à Justiça  contra a procuradora. Na denúncia consta, entre outras afirmações, que Vera Lúcia pode fazer parte de uma seita satânica que teria por objetivo sacrificar a menina.

A suspeita parte do depoimento não identificado de uma voluntária do Conselho Tutelar que acompanhou alguns dos relatos de ex-empregados da promotora aposentada. O Ministério Público classifica o relato da voluntária como “assustador” e transcreve o seguinte trecho:

"(…) o que desejo expor aqui é a minha visão, observação do ocorrido e pude ter a convicção da Sra. Vera Lúcia pertencer a religião satânica, onde creio ser este o motivo da adoção: o sacrifício da criança. Sei que isso parece um absurdo, mas (…) a Sra. Vera Lúcia possuía muitos vudus e bonecos com rostos desfigurados. A presença de duas pessoas na casa era constante, entre elas a de cabeça raspada me alertou por ser mulher e este ato é praticado aos que fazem parte deste ritual (…) Na mesa haviam cartas e um punhal, que neste ritual significa: sacrifício, morte. Creio que T. foi escolhida para ser oferecida em sacrifício a esta seita. A intenção da Sra. Vera era de matar a criança, rituais eram feitos na casa, como banhos de canjica, e a criança não podia ter contato com a água."

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