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  ..:: 16/07 – Polícia apresenta acusados da morte de ambientalista de Itapuã
 

Com a prisão dos traficantes de drogas e assaltantes de banco Carlos André dos Santos, o “Secão”, 40 anos, e Ricardo Almeida da Paixão, o “Jô”, 21 anos, na Baixa do Soronha, a Polícia Civil esclareceu a morte do líder comunitário e ambientalista Antônio Conceição Reis, do Grupo Nativo, assassinado a tiros no dia 9 de julho de 2007, em Itapuã, onde morava.
Ao ser apresentado à imprensa, hoje à tarde (16), na sede da Polícia Civil, na Praça da Piedade, juntamente com o comparsa, Carlos André confessou sua participação no crime. Afirmou ter decidido matar Antônio Reis, também conhecido por “Nativo”, por acreditar que ele estivesse fornecendo informações para a polícia, prejudicando o movimento do tráfico no local.
Outros dois homens, um deles conhecido pelo apelido de “Bigode”, morto pelos próprios comparsas, também participaram do crime, segundo informou o delegado Antônio Cláudio Oliveira, titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR). Segundo o delegado, as investigações para elucidar o homicídio do ambientalista foram intensificadas há cerca de sete meses, depois do assalto à agência do Unibanco, no Canela.
 
Nesta quinta-feira (15), Carlos André e Ricardo foram surpreendidos em um barraco, na Baixa do Soronha, em Itapuã, e acabaram presos. Além de duas armas de fogo, os policiais apreenderam com eles cerca de cinco quilos de maconha, 75 pedras de crack e 34 papelotes de cocaína.

Durante a apresentação dos acusados, o delegado geral da Polícia Civil, Joselito Bispo da Silva, disse que a elucidação da morte do ambientalista, considerada a mais importante deste ano, é uma resposta positiva à sociedade. Destacou também a integração das unidades policiais, que trabalharam unidas para chegar aos autores do crime. O inquérito com 332 páginas, instaurado na 12ª Delegacia (Itapuã), será encaminhado para a Delegacia de Homicídios (DH), no Complexo Policial dos Barris, onde terá continuidade.
          
De acordo com o delegado Cláudio Oliveira, um revólver calibre 38 e uma pistola 380, apreendidos com a dupla, serão submetidos a exames no Departamento de Polícia Técnica (DPT), para averiguar se foram as mesmas armas usadas para matar Antônio Reis e o traficante “Bigode”. O quarto acusado do crime conseguiu fugir. Além de indiciados por homicídio qualificado, Carlos André e Ricardo da Paixão também foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, posse ilegal de arma e formação de quadrilha.    

O crime
Líder comunitário, Antônio Reis lutava pela preservação do Parque do Abaeté e se tornou alvo dos traficantes depois que, na esperança de conseguir obras de urbanização na Baixa do Soronha, passou a acompanhar técnicos da Conder no local. Para garantir maior segurança à equipe do órgão estadual que visitava a área, as incursões na Baixa do Soronha eram feitas sob escolta policial.  

Por acreditar que o ambientalista estava atrapalhando o comércio de drogas na região, os traficantes decidiram matá-lo. Os primeiros tiros foram disparados por “Secão”. Em seguida, a vítima foi colocada em um veículo EcoSport, que havia sido tomado de assalto, e levada para Vila de Abrantes, onde foi queimada juntamente com o carro.   

* Atualizada às 18h15

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