meio ambiente e educação como bandeiras de governo

 

Luiz Bassuma defende meio ambiente e educação como bandeiras de governo

18/08/2010 às 11:44

Danielle Villela, do A TARDE On Line

 


Danielle Villela, do A TARDE On Line

 

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Como já era de se esperar, questões relativas ao meio ambiente foram destaque nas respostas de Luiz Bassuma (PV), segundo candidato ao Governo da Bahia a participar da série de sabatinas realizadas pelo Grupo A TARDE, na manhã desta quarta-feira, 18, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). Com fala mansa, o aspirante ao Palácio de Ondina evitou fazer propostas pragmáticas, priorizando o que definiu como “mudança de paradigma”.

O candidato só foi categórico ao se posicionar contra a legalização do aborto e contra a manutenção da possibilidade de reeleição. “Alguns até fazem um primeiro governo razoável, mas a partir de um determinado momento, só pensam na reeleição”, argumentou, defendendo a mudança na duração do mandato para cinco ou seis anos. Em relação ao aborto, o candidato propôs medidas preventivas e o desenvolvimento de políticas públicas de planejamento e preservação da vida da mulher e da criança. “O Estado não pode ser provedor da morte, evitar a gravidez indesejada é o melhor caminho”, ressaltou.

Com exceção desses posicionamentos mais decisivos, Bassuma deu preferência à exposição de sua proposta geral de distribuição das riquezas, com desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente. “Não podemos mais explorar a natureza de forma desordenada”, defendeu, lembrando que as questões ambientais não são mais “ficção”. Bassuma mostrou-se contrário à construção de uma usina nuclear na Bahia e argumentou que o estado não explora suficientemente seu potencial eólico e solar. “Precisamos investir em pesquisa para baratear essas fontes alternativas e limpas de energia”, propôs.

Sobre as barracas de praia de Salvador, o candidato avaliou que a demolição de todas as estruturas não foi a melhor solução, mas destacou a importância do uso racional do espaço da Orla. “Não tinha ordenamento, eu não conseguia mais andar porque tinha que tomar cuidado para não pisar no lixo deixado pelas barracas”, comentou.

Quando questionado sobre a defasagem da estrutura portuária da Bahia, Bassuma criticou a qualidade das estradas estaduais e a inexistência de uma malha ferroviária no país. “Não adianta pensar só na estrutura dos portos sem pensar na estrutura para se chegar até eles”, pontuou. Bassuma também comentou a polêmica envolvendo a construção do Porto Sul. “Não podemos deixar de fazer algo porque vai causar impacto ambiental, mas existem alternativas melhores. Muito mais importante para Ilhéus é a construção de um aeroporto digno”, defendeu.

Corrupção – Ao responder uma pergunta sobre a expansão imobiliária na Avenida Paralela, o candidato foi enfático ao criticar o atual prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB). “Incompetência e corrupção dão no desastre que é essa gestão de Salvador. Não se planeja nenhuma ação de redução dos impactos ambientais”, atacou.

Apesar da alfinetada em um gestor do partido adversário, Bassuma se esquivou de fazer comentários sobre indícios de irregularidades na prestação de contas nacional do seu próprio partido, o PV, em 2004, 2005 e 2006. “Não existe instituição perfeita e o PV está sujeito a cometer erros. O que tem que acontecer é que as pessoas sejam responsabilizadas por isso”.

Bassuma também alertou para o risco de desvio dos recursos destinados à Copa do Mundo. “Todas as grandes obras estão sujeitas a ter problemas se não houver fiscalização e transparência”, avaliou. O candidato prometeu trabalhar para que as ações destinadas ao mundial de 2014 resultem em soluções de longo prazo para a população, principalmente em relação à estrutura de transportes e à viabilização de áreas de lazer e esportes em bairros periféricos.

Outro ponto de destaque nas respostas do candidato foi a educação. “Está faltando mudar o modelo de gestão, em que a escola não apenas instrua as pessoas, mas eduque. Vamos dar prioridade máxima na educação de qualidade para todos”, prometeu. Entre as possíveis medidas a serem adotadas, o candidato pontuou a valorização e qualificação dos professores da rede pública.

 

 

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