Wagner defende REDA

Wagner defende REDA e desconversa sobre contratação de policiais concursados

25/08/2010 às 15:30

Danielle Villela, do A Tarde On Line

 


O governador Jaques Wagner, candidato à reeleição pelo PT, defendeu a contratação de servidores pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) e evitou fazer promessa da nomeação dos policiais civis concursados, durante sabatina desta quarta-feira, 25, realizada pelo Grupo A TARDE em parceria com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). O Reda é só uma dentre outras questões polêmicas da gestão de Wagner e foi um dos temas mais questionados por internautas e representantes da sociedade civil que prestigiaram o evento. O petista também não deixou de exaltar sua amizade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além das realizações de seu governo, principalmente nas áreas de infraestrutura, segurança e saúde.

“Não pretendo acabar com o Reda, a não ser que seja uma determinação legal”, afirmou Wagner, que sustentou também que nos governos anteriores as contratações eram feitas por indicação política e que o Reda foi modificado durante sua gestão. Apesar de prometer novas seleções para o próximo ano caso seja reeleito, o atual governador não descarta os servidores temporários e avalia ser “impossível” gerir o estado apenas com concurso público. “Respeito a opinião do CNJ, mas acho que é hora de fazer um diálogo mais aberto e mais franco sobre esse assunto. Não se admite que o Estado tenha uma alternativa diferenciada”, argumentou.

Em relação à nomeação dos policiais civis concursados, o governador considerou que o debate está “superado” e evitou fazer promessas concretas. “Já convocamos alguns e vamos convocar outros, mas não posso dizer que vou convocar todos”, esquivou-se. Wagner atribuiu a causa do problema à “elaboração mal feita” do concurso na gestão anterior.

A estrutura “deficiente” deixada por governos anteriores também foi apontada pelo atual governador como causa das dificuldades na área de segurança pública. Wagner sugeriu que o combate ao narcotráfico seja feito em parceria com a Polícia Federal e afirmou que já existem investimentos do governo federal para iniciativas na área. “É uma questão de segurança nacional. Se não estancarmos a entrada da pasta de cocaína, vamos enfrentar um problema muito sério”, defendeu. Além disso, o governador prometeu ações preventivas como campanhas de esclarecimento para combater ao aumento de consumo de drogas.

Wagner também criticou os governos anteriores ao comentar as dificuldades que a Bahia tem encontrado para atrair empreendimentos industriais, em relação a outros estados do Nordeste, como Ceará e Pernambuco. “Fala-se muito de Pernambuco, mas recebi o Porto de Aratu e o Porto de Salvador obsoletos”, justificou.

O governador respondeu ainda perguntas formuladas por internautas e pelo público presente no auditório da Fieb sobre temas como saúde, combate à homofobia, ações voltadas para acessibilidade e portadores de necessidades especiais, além de deficiências nas universidades estaduais e de infraestrutura na região de Ilhéus.

Fonte Nova – Wagner se exaltou ao ser questionado por um repórter do Grupo A TARDE sobre o contrato firmado para a construção do novo estádio da Fonte Nova, que prevê pagamento de cerca de R$1,6 bilhão ao consórcio Odebrecht-OAS. Depois de afirmar que os dados estavam “equivocados”, o governador voltou atrás e justificou o valor da obra. “Não estou pagando a obra, é uma SPE [Sociedade de Propósito Específico] que vai gerir e fazer a manutenção do estádio”, afirmou. O governador sustentou ainda que “não existe um estádio do mundo que seja auto-sustentável”.

O petista destacou ainda os projetos de construção de um novo complexo esportivo e olímpico em Pituaçu e um ginásio em Cajazeiras, além da realização de ações de inclusão para jovens nas áreas de cultura e esporte. “Considero que era o modelo mais inteligente que poderíamos ter feito. Uma obra dessa complexidade não sobrevive sem investimento público”, defendeu.

Barracas da Orla – O governador também comentou a demolição das barracas de praia da Orla de Salvador e afirmou que o problema foi causado por falta de diálogo e negociação prévia. Wagner classificou a derrubada das barracas de praia como “espetáculo horripilante” e criticou a forma como a Prefeitura conduziu o projeto das estruturas de alvernaria. "Faltou mediação e eu nunca fui convocado para essa conversa", respondeu o candidato ao ser questionado sobre o motivo do governo estadual não ter intermediado o conflito entre os barraqueiros e a prefeitura.

“O episódio ficou cheio de heróis dizendo bravatas e acabamos na pior solução possível. Sempre acho melhor uma negociação do que uma sentença” afirmou.

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